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sábado, 23 de maio de 2009

Polignano - primeira manhã

Acordei louca pra ir à praia.

Desci pro café e decidi que nãoooo iria comer demais. Consegui.

Me arrumei e peguei um mapa na recepção. Vi que a praia era bem pertinho. Lá fui eu.

A primeira praia junto da cidade é a Cala Porta. Todas as praias aqui se chamam "Cala", não sei por quê.

O acesso a Cala Porta fica por baixo de um viaduto e é uma gracinha, todo construído em pedra. Aqui, como relatei, não tem areia. Acho que deve ser porque não tem ondas como no Brasil. As praias são bem pequenas e ficam entre os penhascos, então a água só faz umas marolinhas suaves.

Não tem como ficar descalço na praia. Eu tava de sandália e até pra ir no mar não deu pra tirá-la. As pedras são muito, muito clarinhas, lindas. Peguei um montinho, das menores, pra levar pro Brasil.

A água é fresquinha, quase gelada, mas logo a gente se acostuma. Não pude me molhar muito, porque tava com a pochete, a máquina fotográfica e tudo mais. Só os pés mesmo.

O mar é lindo, aqui. Completamente cristalino. Não sei se tem a ver com o calcáreo do terreno, acho que sim. De perto, é transparente. De longe, azul turquesa.

Fui andando pela rua que margeia o litoral (Lungomare Grottone e, depois, Via San Vito). De pouquinho em pouquinho tem uma praia dessas. A gente desce pelas pedras e tá no mar.

Andei muito, até que vi um cachorrinho... pastor alemão... soltinho na estrada. Morri de medo. Resolvi voltar. Vinha andando pela estrada e um sujeito, que me viu tirar uma foto, falou "é bello, no?". Respondi que sim e a gente começou a conversar.

Ele é daqui mesmo. Contei pra ele que tava de férias, que meu avô era daqui, ele perguntou de que família... eu disse... ele falou que conhecia muita gente com meu sobrenome. Um cara realmente muito simpático. Alessandro, o nome dele.

Falei com ele que não entendia bem o dialeto daqui. Ele explicou que vem do turco. A Puglia tá voltada pro oriente, faz sentido. Alessandro elogiou meu italiano (pô, quem vem pra cá deve falar muito mal mesmo...), como várias outras pessoas. Eu acho que é porque a maioria dos que visitam a Itália aprendem "no tranco" e, por isso, não usam a gramática corretamente. Vantagem de aprender em cursinho...

Agora estamos no horário fantasma. Apesar de ser sábado, acho que hoje também funciona aquela coisa de "fechar pro almoço". Vim pro hotel pra descarregar as fotos e colocar legendas, senão vou esquecer tudo. Daqui a pouco vou sair pra comprar meu almoço: cerejas. :-)))

Depois volto a postar. Té mais.