Cheguei na cidade do meu avô.
Vim de Bari, de trem. Gente, que aventura. Eu com aqueeeela mala, numa estação que tem um zilhão de plataformas, sendo que só na primeira o acesso é direto. Nas outras, tem que descer um monte de escadas e depois subir.
E sabe o que é mais louco? Eles mudam a plataforma (que, aqui, se chama binário) o tempo todo. Fiquei eu andando com aquela jamanta pra lá e pra cá... felizmente, sempre chegava alguma alma caridosa perguntando se eu "queria uma mãozinha"... hehehe
Em vinte minutos cheguei aqui. Saí na plataforma principal (sem escadas...) e não tinha absolutamente ninguém na estação. Nem na bilheteria, nem fora, nada.
Liguei pro hotel perguntando como eu pegava um taxi, porque, pelo google map, tinha tido a impressão de que era muito longe. Então o sujeito me disse que era "vicinissimo", logo ali. Mas eu acho que ele era mineiro.
Bem, lá fui eu, com a minha jamanta desgovernada... Ia andando e nada, ninguém nas ruas. Pensei: que lugar estranho. Aí lembrei que era hora do almoço. Caraca. Aqui, eles levam ainda mais a sério aquela coisa de parar para... ah, sei lá pra quê, mas TUDO pára durante a tarde.
A cidade, especialmente a área antiga (é como Bari, tem uma parte muuuuito antiga e uma nova), é muito lindinha. Porém, infinitamente mais tranquila do que Bari.
Achei difícil andar aqui. Talvez porque esteja sem mapa (nunca vá pra uma cidade sem mapa na mão). Afinal cheguei no hotel e vim pro quarto. Aqui tem internet free e então pude falar com meu pai assim que cheguei.
Fui andar pela cidade. Pelo que entendi, ainda sem mapa, tem uma rua principal de mão dupla; a cidade se estende ao longo dela. E, num cantinho, o "borgo antico", que fica rente ao penhasco. É onde eu estou. Aqui por perto não tem praia, o mar bate direto na pedra.
Polignano tem uma igreja em cada esquina. Eu to tentando descobrir onde meu avô foi batizado, mas não lembro. Suspeito que tenha sido na Matriz, que é dedicada a São Vito (o primeiro nome dele era Vito, mas aqui todo mundo é Vito).
Nessas andanças acabou que me deu fome. Eu tinha tomado café em Bari, pouquinho, porque tava meio enjoada de tanta comida. Quando cheguei aqui comi as sobras dos dias anteriores (potinhos de geléia do café da manhã, queijinhos tipo polenguinho que tinha comprado, caixinha de suco e uma barra de cereal). Procurei um lugar pra comer e não achei naaaaadaaa aberto. E eram umas sete da noite (solzão, ainda). Tive que entrar numa sorveteria, que era a única opção por ali. Gente, eu tomei um sorvete tão, mas tão gostoso... se você não se cuidar, pode se alimentar só de sorvete na Itália. Tem milhares de sorveterias e tudo é muito gostoso. Hoje o sabor foi nocciolatte (nozes com chocolate), uma aberração de tão gostoso. Preço: 1,50. Mais barato que em Roma. Comprei também uns queijinhos pra guardar, se tivesse fome de noite (tipo uma caixa de polenguinho) e caixinhas de suco. E, finalmente, um montinho de cerejas e três tomates, que eu acabei de comer.
Preços, pra vocês terem noção de quanto custam as coisas por aqui: garrafa dágua 500 ml, em Bari, no supermercado: 0,80E;
Um montinho de cerejas e três tomatinhos: 0,50E;
Queijinhos e três caixas de suco 200ml: 3,00;
Passagem de trem Bari-Polignano: 2,90E
Agora vou tentar postar umas fotos. Beijos.
Há 16 anos