Quando eu li Robson Crusoé, fiquei logo apaixonada por aquele enredo. Tive vontade de viver aquilo. Por isso que gosto tanto de fazer viagens em que a gente não tem total controle da situação.
Até que nessa, agora, por ser complexa, por eu estar sozinha e tal, vim bem estruturada. Mas que hay perrengues, los hay, como já contei.
Um dos aprendizados mais básicos e importantes que fiz é: não jogue nada fora, especialmente as coisas mais idiotas. Exemplos? Garfinho descartável. Lacre de embalagem (aquele arame que a gente usa pra fechar pacote de pão de forma). Saco plástico vazio? Defenda como a própria vida. Você vai precisar muuuuito disso tudo.
Essas foram as coisas que mais usei até agora. Em pé de igualdade com elas, só mesmo um benjamim que tem a entrada pra tomada americana (pinos chatos) e saída com pinos redondinhos. Todos os meus "equipamentos" (celular, máquina) têm pinos americanos e aqui as tomadas não aceitam esse encaixe. Meu benjamim tava salvando minha vida e era com ele que eu me conectava com o mundo.
Aham. Passado. Conectava. Esqueci em Bari.
Esqueciiiiiiiiiiiiiiiiii em Bariiiiiiiii!!!
Só to falando com vocês agora porque a recepção do hotel tinha um pra me emprestar. Mas não sei se vou ter essa facilidade nas outras cidades. Então, se eu sumir do mapa, é por causa do benjamim... :-(((
Tentei comprar um, mas não consegui. Talvez em Rieti seja mais fácil. Vamos ver.
Outra coisa que nunca, mas nunca mesmo se joga fora: comida. Aquele saquinho de amendoim do avião, o potinho de geleia do café da manhã, a barra de chocolate que a gente jura que não quer mais porque tá enjoado de tanto comer... são essas coisinhas que salvam a vida da gente nas horas mais improváveis. É porque, numa viagem dessas, comida não pode ser prioridade, senão a gente fica andando atrás dela o tempo todo. Só comi direito mesmo uma noite em Roma (nem tão direito...) e uma em Bari. De resto, a gente come o que encontra pelo caminho, ou essas sobrinhas que vão ficando... hehehe
A gente também tem que aproveitar tudo que é free. A internet, por exemplo, custa muito caro por aqui. No hotel ainda é mais caro do que fora, só que tem o conforto de você não ter que sair pra falar com as pessoas, de poder postar com calma e tal...
Por isso que vou postar horrores aqui em Polignano, porque, depois, as coisas vão ficar mais difíceis. Fotos demoram muito pra carregar e consomem todo o tempo de conexão, de modo que... aproveitem pra ver a Puglia. A Umbria talvez só dê pra mostrar no Brasil. :-)))
Há 16 anos