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sexta-feira, 22 de maio de 2009

Pequenas coisas nas viagens

Quando eu li Robson Crusoé, fiquei logo apaixonada por aquele enredo. Tive vontade de viver aquilo. Por isso que gosto tanto de fazer viagens em que a gente não tem total controle da situação.

Até que nessa, agora, por ser complexa, por eu estar sozinha e tal, vim bem estruturada. Mas que hay perrengues, los hay, como já contei.

Um dos aprendizados mais básicos e importantes que fiz é: não jogue nada fora, especialmente as coisas mais idiotas. Exemplos? Garfinho descartável. Lacre de embalagem (aquele arame que a gente usa pra fechar pacote de pão de forma). Saco plástico vazio? Defenda como a própria vida. Você vai precisar muuuuito disso tudo.

Essas foram as coisas que mais usei até agora. Em pé de igualdade com elas, só mesmo um benjamim que tem a entrada pra tomada americana (pinos chatos) e saída com pinos redondinhos. Todos os meus "equipamentos" (celular, máquina) têm pinos americanos e aqui as tomadas não aceitam esse encaixe. Meu benjamim tava salvando minha vida e era com ele que eu me conectava com o mundo.

Aham. Passado. Conectava. Esqueci em Bari.

Esqueciiiiiiiiiiiiiiiiii em Bariiiiiiiii!!!

Só to falando com vocês agora porque a recepção do hotel tinha um pra me emprestar. Mas não sei se vou ter essa facilidade nas outras cidades. Então, se eu sumir do mapa, é por causa do benjamim... :-(((

Tentei comprar um, mas não consegui. Talvez em Rieti seja mais fácil. Vamos ver.

Outra coisa que nunca, mas nunca mesmo se joga fora: comida. Aquele saquinho de amendoim do avião, o potinho de geleia do café da manhã, a barra de chocolate que a gente jura que não quer mais porque tá enjoado de tanto comer... são essas coisinhas que salvam a vida da gente nas horas mais improváveis. É porque, numa viagem dessas, comida não pode ser prioridade, senão a gente fica andando atrás dela o tempo todo. Só comi direito mesmo uma noite em Roma (nem tão direito...) e uma em Bari. De resto, a gente come o que encontra pelo caminho, ou essas sobrinhas que vão ficando... hehehe

A gente também tem que aproveitar tudo que é free. A internet, por exemplo, custa muito caro por aqui. No hotel ainda é mais caro do que fora, só que tem o conforto de você não ter que sair pra falar com as pessoas, de poder postar com calma e tal...

Por isso que vou postar horrores aqui em Polignano, porque, depois, as coisas vão ficar mais difíceis. Fotos demoram muito pra carregar e consomem todo o tempo de conexão, de modo que... aproveitem pra ver a Puglia. A Umbria talvez só dê pra mostrar no Brasil. :-)))