A ida pra Greccio também tem seus macetes.
Peguei o ônibus da tarde, 14:25, da Cotral (transporte extraurbano). O ponto fica um pouco distante do hotel, bem em frente à estação de trem.
O trajeto é bem maior do que para os santuários anteriores, mas me pareceu mais urbanizado. Pedi ao motorista (“aiutista”, em italiano) que me dissesse onde deveria descer. Tem um ponto bem na escadaria que leva à igreja. Eu tava com receio, porque tinha lido que o santuário era distante da cidade (“paese”, em italiano – é como eles chamam cidades pequenas). E realmente é, mas o santuário fica ANTES da cidade, então o ônibus passa na porta.
Quando a gente ia chegando, como sempre, só vi mato. Foi me dando um medo de descer... eu tava quase dizendo pro motorista que ia ficar ali dentro mesmo e dar a volta pra Rieti.
Mas, ao pararmos no ponto, ele me disse: “você desce aqui e sobe essa escadaria, que vai chegar no santuário. E ali à esquerda tem um bar, onde você pode pedir informações”. Suspirei aliviada.Tinha vida inteligente por perto. Desci, fui no bar, comprei um suco, lanchei (eu não tinha almoçado ainda e, por isso, tinha levado um sanduíche) e me dirigi à escadaria.
Cara... é degrau pra caramba. O santuário fica beeeem no alto. Mas é tudo tão lindo que a gente nem liga de estar subindo.
A paisagem é simplesmente deslumbrante. Filmei e fotografei muuuuuuito! Passarinhos cantando por todo lado.
Cheguei lá em cima e entrei na capela, que é muito bonita. A parte externa da igreja também é linda, tem um pátio onde a gente pode ver as montanhas e até a planície reatina. Depois de rezar, sentei num banquinho que tinha no pátio e fiquei admirando tudo aquilo.
Greccio, como eu falei, foi o lugar onde surgiu a tradição de se fazer presépios. Lá no santuário tem uma exposição de presépios de todo o mundo, uma gracinha. Tem presépio de madeira, de argila, de concha e até de casca de ovo.
Embaixo do santuário ficam os restos das grutas onde São Francisco se alojava quando estava por ali e também onde ele fez o presépio.
Ia voltar no ônibus das 18:50. Mas esse é o horário em que ele sai da cidade!!! Então tinha que estar no ponto antes desse horário. Quando deu umas seis horas, já desci pra lá. Sentei embaixo de uma árvore (antes olhei bem pra ver se não tinha nenhuma lacraia por perto) e fiquei esperando. Começou a esfriar, esfriar, o céu foi ficando escuro... e aí veio uma chuvinha gelada toda vida. A essa altura, eu já tava de casaco e cachecol.
O ônibus passou umas seis e meia. Logo depois chegamos em Greccio mesmo e ele parou no ponto. Eles só saem rigorosamente na hora. Deu pra tirar umas duas fotos da cidade. É bem fofinha.
Voltamos e eu, já cansadona, não saí mais do hotel. Fiz um sanduíche com “tudo que sobrou” e esse foi meu jantar. Até cogitei de ir a Nápolis hoje, mas, quando o despertador chamou, bem cedo, eu logo mudei de idéia...
Vou postar fotos de Greccio e depois conto o dia de hoje. Fiquem com Deus.
Há 16 anos