Agora são cinco da tarde em Rieti. Hora do renascimento, quando as coisas voltam a funcionar...
Tá chovendo. Ontem à noite, caiu a primeira chuva da viagem. Um toró. A de agora tá fraquinha.
Em La Foresta, já tinha percebido que ia chover. Só pedi a São Francisco pra não começar naquela hora, porque o ponto do ônibus é no meio do nada, na estrada. Aliás, também pedi a ele pra falar com os insetos pra não me incomodarem e, finalmente, pra não deixar nenhum cachorrinho vir pra perto de mim (eu tava ouvindo uns latidos, mas acho que era numa casa distante).
O lado sul de Rieti, pra onde fica La Foresta, parece ser mais abastado do que o caminho pra Fonte Colombo. Tinha umas casas bem legais, o “Golf Club” (aqui também tem isso) e uns carros mais maneiros passando pela estrada.
Quando tava no ponto do ônibus (eu ia pegar o último que retornava a Rieti e, portanto, não queria arriscar de perder – fui pro ponto séculos antes...), passou um velhinho que tava caminhando. Falou buongiorno, eu respondi, e perguntou se eu tinha visto a fonte de água que tinha lá embaixo, perto do Santuário. Disse que não. Aí ele começou a conversar, dizendo que gostava de caminhar nessa estrada todos os dias e tal. Eu disse que era brasileira e ele logo se interessou. Desandou a falar de futebol (aqui, frequentemente, acontece isso: quando eles sabem que você veio do Brasil, ficam achando que você entende, joga e gosta de futebol). Não foi muito fácil compreender o que ele dizia, mas, com um pouquinho de atenção, eu ia conseguindo. Ele tinha vindo da Úmbria, região onde fica Assis e é bem pertinho daqui (Rieti está na extremidade da região do Lazio). Conversamos bastante tempo, uma simpatia, ele. Depois seguiu pela estrada e continuou a caminhar, cantando... fofo.
O ônibus, na volta, eu tive a impressão de que demorou um pouco mais pra chegar. O percurso pra La Foresta é mais complicado do que o pra Fonte Colombo. Então, se alguém quiser fazer o trajeto caminhando, pela estrada (porque o do “Cammino” é pelo mato mesmo), eu sugeriria que fizesse o de Fonte Colombo. Mas tanto um como o outro tem que andar um trecho de estrada que é no meio do nada...
Cheguei em Rieti já com fome, pois, apesar de ter levado uns lanchinhos pro Santuário, não quis abrir, com medo dos insetos gostarem do aroma... :-)))
No hotel, almocei salada, tomate, alcachofra em conserva, uma fatia de mortadela e uma mussarela de búfala grande. Sobremesa: cereja.
Cara, hoje eu tive um piririzinho. Não sei se foi do monte de cereja que eu comi ontem. Ou da ameixa (essa, eu sei que dá dor de barriga, mas... uma só, não sei...). Ou da mortadela. Ou do queijo. Bom. Motivos não faltaram...
Agora eu tô aqui atualizando o blog e descarregando as fotos. Depois vou dar uma saída, já que acabou o horário fantasma. À noite, se der, posto mais. Beijos.
Há 16 anos