Alguém disse que era bom passar perrengues em viagens? Não fui eu.
To com uma amidalite fortíssima. Ainda bem que naquela lista de remédios imperdíveis tinha antibiótico. Tentei, só pra testar, comprar um em diversas farmácias - e a resposta era sempre a mesma: “tem a prescrição médica?”...
Portanto, não tente comprar antibióticos sem receita por aqui. Você não vai conseguir. Felizmente, minha médica de algibeira já havia me alertado pra isso.
Como to muito cansada, não consegui fazer quase nada do que tinha planejado. Apenas comprei o tal “simcard prepagato”, coloquei no celular e... pronto, já ta fucionando. Mas, atenção: só serve pra celular desbloqueado. E você precisa levar um documento pra poder comprar, fornecendo, inclusive, endereço. Acho que no Brasil também é assim, né? Agora quem quiser (e tiver meu telefone skype hehehe), já pode me ligar. O cartão custa dez euros, sendo que cinco referem-se a créditos para ligações. Outro detalhe importante: se você comprar nas lojas comuns de celular, o bichinho só é habilitado de um a três dias depois. Compre na loja da TIM, que habilita na hora. Tem uma no Termini, foi lá que eu comprei, pois ia também adquirir a passagem pra amanhã.
O Termini (estação central de trem em Roma) é um mundão, tem de tudo lá. A passagem, você pode comprar na bilheteria eletrônica, muito fácil e sem fila. Acabou que, estando por lá, meio enjoada e cansada, comi de novo no Mac Donalds. Na realidade, nem tava com fome, por causa da dor de garganta. Mas, como sempre, sentia muita, muita sede. Pedi um suco de laranja (não veio coado...) e uma coisa bacanérrima, uns empanadinhos (tipo nuggets – é assim que se escreve???), só que com recheio de queijo brie. Bem diferente. Eu nem gosto muito de queijo brie, mas, aqui na Europa, acho que ele é como queijo minas, aí: o feijão com arroz do queijo (feijão com arroz de queijo????).
Saindo do Termini, passei no Pallazzo Del Freddo, uma sorveteria recomendada que, segundo dizem, teria um sorvete sensacional e blá, blá, blá... comi um de: limão, nutela e morrom glacê. Dois euros. Confesso que não achei nada de extraordinário. Bonzinho, ma non troppo.
Só to comendo porcaria. Ontem, depois do Mac Donalds, ainda consegui traçar uma barra de chocolate. A conseqüência, vocês já sabem. J
Hoje ia na Fontana di Trevi, mas não sei se vou conseguir. To realmente arrasada. Agora eu to descansando no quarto, ouvindo um monte de passarinhos cantando no jardim. O lugar onde eu to é muito fofo e as irmãs, mais ainda. Dizem elas que ta um calor danado aqui (“Che caldo fa!!!”), mas eu... “não to sentindo nada”... elas não sabem o que é calor. Deve estar fazendo, hoje, uns 25 a 27 graus. Mas, à noite, esfria bastante – e foi essa variação térmica que acabou com a minha garganta ontem...
To olhando pela janela e vendo uma coisa muito legal: aqui, quase todos os prédios têm varandas. E quase todo mundo que tem varanda, pendura uma corda de um lado a outro pra fazer de varal. Sim, aquela cena típica da Itália: corda com roupa pendurada pra todo lado. Deve ser daí que vinha a expressão da minha mãe: “agora vou pendurar roupa na corda”... nunca ouvi ela falando “no varal”...
Como é muito seco por aqui (estranho, a gente ta perto do mar), as roupas secam quase que imediatamente. Tudo de ontem já secou. A gente também fica todo seco: boca, olhos, pele. O protetor labial, eu passo de cinco em cinco minutos. Devia ter trazido um colírio também... mas agora não tem mais jeito. Nem vou tentar comprar...
Hoje ia me confessar e também à missa, mas... não tem padre aqui por perto. Vou ter que andar muito e não to com disposição. Talvez amanhã eu faça isso. Mas fiz uma coisa que não fazia há muuuuuito tempo: entrei na capela e conversei com Deus. Foi legal. Agradeci a Ele por estar aqui e por todo o cuidado que Ele tem tido comigo.
Depois conto mais coisas. Beijos pra todos.
Há 16 anos