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quinta-feira, 21 de maio de 2009

DIa 4 - Bari

Nossa, eu amei Bari. Quero morar aqui.

Mais um dia lindo. Porém, apesar do sol, não ta fazendo tanto calor como em Roma.

Bari é a metrópole mais próxima da cidade do meu avô. É, na realidade, a maior cidade da Puglia (região italiana localizada no “calcanhar” da bota). É tão antiga que já foi habitada por etruscos, mouros e tal. Eu venho disso. Deve ser por causa dessa ascendência que, de vez em quando, meu sangue ferve. Bom, também pode ser porque minha avó era napolitana...

A cidade é dividida em três áreas: a parte velha, a nova e a “novíssima”. A velha foi construída nos idos do primeiro milênio e é muuuuuito fofa. Aquela coisa bem italiana: tudo construído em pedra, ruas estreitíssimas onde as motocicletas dividem espaço com pessoas transitando, barracas onde se vende peixe e legumes, “roupas na corda”... A nova é o atual centro da cidade (bem antigo também, mas com cara de século XVIII pra frente), onde estão os prédios públicos, a universidade etc. A novíssima fica além da linha do trem e é basicamente a expansão urbana da cidade nos últimos tempos.

Como a área central (cidades nova e velha) é pequena, dá pra fazer tudo a pé num dia. Ontem tinha chegado lá pelas sete da noite e até dei uma voltinha, mas tava hiper cansada e voltei logo pro hotel. Consegui finalmente falar com meu pai e fui dormir cedo. Como tava com um pouco de dor no ombro por causa da mala, tomei o relaxante muscular que eu trouxe. Ô, coisinha boa... dá um sono incrível. Foi a melhor noite pra dormir desde que cheguei. Também pode ser porque to me acomodando ao fuso horário...

Hoje de manhã já consegui cumprir uma parte da meta de engordar cinco quilos na viagem. Café da manhã: cappuccino, pão com queijo emental, mel, nutela, croissant (como se escreve isso????), bolo... tudo gostoso. A questão é que não tenho estômago pra tanto. Então, depois de uma refeição como essa, só consigo comer lá pelo final da tarde. Meu almoço hoje foi cereja.

Gente, falando em cereja. Que frutas linnnnndaaaasss, as daqui. Dá vontade de comer tudo. São grandes, brilhantes, com cara de fresquinhas... A Puglia é uma região agrícola. Na estrada, de Roma pra cá, a gente vê plantações o tempo todo. Bari é uma cidade costeira e, portanto, tem, também, cheiro de peixe pra todo lado. Banquinhas de peixe, frutas e verduras estão espalhadas pela cidade velha. Tirei um monte de fotos, porque o cenário é irresistível.

A cidade velha é a parte mais interessante daqui. Tem edificações muito antigas mesmo, todas construídas em pedra. A pedra na Itália, de um modo geral, tem base calcárea, o que faz sua coloração ser sempre bem clarinha. Isso fica lindo contrastando com o céu azul.

Entrei nas duas igrejas principais do lugar: Nossa Senhora da Anunciação (ou seria Assunção?), que é a Catedral, e São Nicola, o padroeiro da cidade. No subsolo da primeira tem um sítio arqueológico onde se pode ver a igreja antes da igreja. Uma edificação ainda mais antiga, da qual ficaram algumas ruínas, que foram restauradas. Arquiteto na Itália fica doido... se gostar de ruína, então...

A cidade velha fica dentro da muralha construída para defender a localidade nos tempos antigos. De um lado, ela tem a cidade nova e, do outro, o mar. Fui, então, ver a “praia” dos bareses.

Eles chamam de Lungomare. Não tem areia, só pedras. Clarinhas. E, além delas, o Adriático, azul toda vida... lindo.

To postando na hora do almoço. Tudo fecha aqui entre meio dia e três da tarde. Parece o centro da cidade em dia de domingo. Vou descansar um tiquinho e depois voltar pra cidade velha. Quero ver tudo de novo.