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domingo, 28 de junho de 2009

Indulgência plenária

Adaptado de um folheto distribuído na igreja de Santa Maria degli Angeli:

Em uma noite do ano de 1216, Francisco, quando estava em oração e em contemplação na igrejinha da Porciúncula, viu brilhar uma luz e, sobre o altar, estava Jesus Cristo e, à sua direita, Maria Santíssima, rodeada por uma multidão de anjos. Francisco adorou a Deus em silêncio, com a face por terra.

O Senhor perguntou-lhe o que desejaria para a salvação das almas. A resposta de Francisco foi: "Santíssimo Pai, mesmo que eu seja miserável e pecador, peço-vos que àquelas pessoas que se arrependerem e se confessarem e que visitarem esta igreja, deis amplo e generoso perdão, com uma completa remissão de todas as suas culpas".

"Isso que você pede, Francisco, é grande", disse-lhe o Senhor, "mas você é digno de coisas maiores e maiores coisas terá. Portanto, aceito a sua oração, na condição de que amanhã você peça ao meu Vigário na terra que confirme esta indulgência".

Francisco, então, apresentou-se ao Papa Onório III, que estava durante aqueles dias na cidade de Perúgia e lhe contou a visão que havia tido. O Papa escutou tudo e deu sua aprovação. Depois, disse: "Por quantos anos você quer esta indulgência, Francisco?" Ele respondeu: "Não peço anos, mas almas". E foi andando em direção à porta. O Papa insistiu: "Mas você não quer nenhum documento que confirme esta indulgência?". E Francisco: "Não precisa. A sua palavra basta"...

Condições para receber a indulgência:

1. Confissão sacramental (válida nos oito dias anteriores ou posteriores);
2. Participação na missa e comunhão eucarística;
3. Visita à igreja da Porciúncula, onde se faz a profissão de fé (oração do Credo);
4. Oração do Pai Nosso;
5. Oração pelas intenções do Papa.

"Os pecados não somente destroem ou ferem a comunhão com Deus, mas comprometem também o equilíbrio interior da pessoa e sua boa relação com as criaturas. Para a cura total, não são necessários somente o arrependimento e a remissão dos pecados, mas também a reparação da desordem provocada, que normalmente continua a existir.
[...]
Progressivamente cresceu o conhecimento de que o poder de ligar e desligar, recebido do Senhor, inclui a possibilidade de liberar os penitentes até mesmo dos resíduos deixados pelo pecado que foi perdoado, aplicando a eles os méritos de Cristo e dos santos [...]. Os padres concedem tal benefício a quem tem as devidas disposições interiores e faz algumas ações prescritas."